BioMovement e MASHAV: cooperação internacional israelense chega às escolas públicas de São Paulo com programa de educação socioambiental
- 13 de ago.
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A BioMovement Ambiental, operadora do Programa de Educação Socioambiental Continuada nas Escolas, inicia a implantação da iniciativa em 30 escolas públicas do município de São Paulo, em parceria com o MASHAV — programa israelense de cooperação internacional para o desenvolvimento. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Relações Internacionais de São Paulo e da Secretaria de Educação e representa a maior operação da BioMovement na capital paulista. Com ela, mais de 9.000 estudantes passarão a ter acesso a educação ambiental prática, continuada e com governança ESG auditável ao longo dos próximos 36 meses.

Quando uma parceria nasce do compromisso com o futuro
Há projetos que surgem de editais. Há projetos que surgem de visitas técnicas. E há projetos que surgem de um encontro entre formas de ver o mundo — uma convergência entre o que uma organização acredita e o que outra já prova ser possível há décadas.
A parceria entre a BioMovement e o MASHAV pertence a essa terceira categoria.
O MASHAV — Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento do Ministério das Relações Exteriores de Israel — existe desde 1958. Em quase 70 anos de atuação, construiu uma reputação global baseada em um princípio simples e poderoso: conhecimento transferido é desenvolvimento que fica. Não são doações. Não são projetos-piloto que encerram quando o financiamento acaba. São programas estruturados de formação humana que transformam capacidade local em autonomia real.
A BioMovement, por sua vez, opera com um princípio muito parecido. O Programa de Educação Socioambiental Continuada nas Escolas não entrega palestras. Não organiza feiras de ciências anuais. Ele instala, forma, acompanha e documenta durante 36 meses — porque sabe que educação ambiental de impacto não acontece em um evento. Acontece em uma jornada.
Quando esses dois programas se encontraram, a pergunta não foi "será que funciona?". Foi "onde vamos implantar?".
A resposta: São Paulo. 30 escolas. Agora.
O MASHAV: seis décadas de cooperação que chegam ao Brasil
Para entender o peso desta parceria, é preciso entender o que o MASHAV representa — não apenas para Israel, mas para os países que com ele colaboram.
Uma história de transferência de conhecimento
Criado em 1958, o MASHAV — sigla em hebraico para Merkaz Leshinui Hayisraeli LaAvoda Uvemechkar (Centro de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento) — nasceu como um dos primeiros programas de cooperação Sul-Sul do mundo moderno. Israel, um país jovem e recém-fundado, apostou desde cedo que a forma mais duradoura de contribuir com o desenvolvimento global era compartilhar aquilo que havia aprendido na prática: como transformar escassez em inovação.
Ao longo de quase 70 anos, o MASHAV desenvolveu uma metodologia que combina formação teórica em centros israelenses de excelência com implementação prática nos países parceiros — garantindo que o conhecimento não fique restrito a laboratórios ou universidades, mas chegue a quem mais precisa: comunidades, educadores, agricultores, profissionais de saúde e gestores públicos.
Os números que falam por si
O alcance do MASHAV é expressivo:
Mais de 75.000 bolsistas formados em programas de pós-graduação e capacitação profissional, provenientes de mais de 160 países
Aproximadamente 800 brasileiros já passaram por cursos MASHAV, em Israel e no exterior
Atuação em áreas como agricultura sustentável, saúde pública, gestão hídrica, tecnologia, educação e desenvolvimento comunitário
Programas conduzidos em Israel e em parceiros internacionais, com foco especial na América Latina, África e Ásia
O MASHAV no Brasil
A presença do MASHAV no Brasil não é nova. Ao longo das últimas décadas, centenas de profissionais brasileiros — de pesquisadores a gestores públicos — participaram de programas de formação israelenses em áreas como irrigação, agroindústria, gestão de recursos hídricos e desenvolvimento social.
A parceria com a BioMovement representa um novo capítulo dessa presença: pela primeira vez, o MASHAV engaja diretamente uma rede de escolas públicas brasileiras em um programa estruturado de educação socioambiental — trazendo, para dentro das salas de aula e dos pátios escolares da capital paulista, décadas de aprendizado sobre como transformar tecnologia em conhecimento acessível e aplicável.
O apoio da Secretaria Municipal de Relações Internacionais de São Paulo e da Secretaria de Educação a esta iniciativa é, ao mesmo tempo, um reconhecimento do valor da cooperação internacional e um compromisso concreto com a pauta de sustentabilidade e educação ambiental na maior cidade do Brasil.
São Paulo como palco: por que a capital e por que agora
São Paulo é a maior cidade do Brasil e uma das maiores metrópoles do mundo. Com mais de 12 milhões de habitantes no município e uma das maiores redes de ensino público do país, a capital paulista representa tanto o maior desafio quanto a maior oportunidade para programas de educação ambiental em escala.
Os desafios são conhecidos: alta densidade urbana, infraestrutura escolar heterogênea, agenda pedagógica congestionada, pressão por resultados em indicadores tradicionais de aprendizagem. Mas também há oportunidades que poucas cidades no mundo oferecem: uma base empresarial robusta com crescente pressão por resultados ESG, uma sociedade civil organizada e exigente, e um histórico de políticas públicas inovadoras que frequentemente se tornam referência nacional.
É nesse contexto que a chegada do Programa de Educação Socioambiental Continuada a 30 escolas municipais de São Paulo — com o respaldo de uma cooperação internacional consolidada como o MASHAV — tem um significado que vai além do número de unidades escolares.
Ela sinaliza que educação ambiental prática e continuada é viável em larga escala, mesmo na mais complexa das megalópoles brasileiras. E que São Paulo, sob liderança da Secretaria de Relações Internacionais e da Secretaria de Educação, está disposta a ser protagonista dessa virada.

O programa nas 30 escolas: o que cada unidade recebe
Em cada uma das 30 escolas contempladas pela parceria, o programa se traduz em uma estrutura pedagógica concreta, instalada, mantida e acompanhada pela BioMovement durante 36 meses.
Formação inicial de educadores
Antes de qualquer instalação, a equipe pedagógica da escola — professores, coordenadores e gestores — passa por uma formação estruturada. O objetivo é garantir que a infraestrutura instalada seja efetivamente utilizada como instrumento pedagógico, integrada ao currículo e ao cotidiano escolar. A BioMovement não entrega equipamentos: entrega um programa, e a formação é parte inseparável dele.
O ciclo pedagógico integrado
O coração do programa em cada escola é um ciclo de aprendizagem integrado que transforma resíduos orgânicos da merenda escolar em cinco experiências educacionais distintas:
1. Resíduos orgânicos como material didático Os restos da merenda — que normalmente seguiriam para coleta convencional ou aterro — tornam-se o ponto de partida para ensinar economia circular, hierarquia de resíduos e responsabilidade ambiental. A escola que antes descartava passa a transformar: e os estudantes vivenciam essa transformação como protagonistas.
2. Geração de energia limpa como experimento pedagógico Por meio de um sistema de digestão anaeróbia, os resíduos orgânicos são convertidos em biogás. Esse processo é utilizado como instrumento para ensinar conceitos de química (fermentação, metanização), física (pressão, calorimetria) e sustentabilidade energética. Os alunos não apenas aprendem o conceito de energia renovável — eles veem acontecer, dentro da sua escola.
3. Biofertilizante como ferramenta de ciências aplicadas O subproduto líquido do processo — rico em nitrogênio, fósforo e micronutrientes — é utilizado no viveiro pedagógico para ensinar sobre nutrição do solo, ciclos biogeoquímicos e agricultura sustentável. É a ponte entre a química do subsolo e a biologia da planta, ensinada com terra nas mãos.
4. Viveiro pedagógico de espécies nativas Cada escola mantém um viveiro educacional com capacidade para 60 mudas de espécies nativas por ciclo. Os estudantes são responsáveis pelo cuidado das mudas — da semeadura ao desenvolvimento inicial —, aprendendo sobre botânica, biodiversidade local e o papel das espécies nativas na regeneração de ecossistemas urbanos.
5. Ações comunitárias de plantio Uma vez por ano, o programa inclui atividades de plantio que envolvem estudantes, professores, famílias e membros da comunidade. Essas ações têm tripla função: educacional (vivência da regeneração ambiental), comunitária (fortalecimento do vínculo escola-bairro) e documental (registro para os relatórios ESG do programa).
Governança e rastreabilidade
Todo esse ciclo é acompanhado por uma estrutura de governança que garante transparência e auditabilidade:
Visitas técnicas quadrimestrais presenciais, com verificação de indicadores e suporte pedagógico
Relatórios quadrimestrais detalhados, com métricas educacionais e ambientais quantificadas
Relatório anual consolidado, em formato compatível com GRI, CDP e padrões de sustentabilidade corporativa
Registro fotográfico e documental de todas as atividades, disponível para auditoria por gestores públicos, patrocinadores e organismos de controle
O impacto projetado: o que esperar das 30 escolas em 36 meses
Com base nos indicadores de impacto documentados por escola ao longo de 36 meses — calculados segundo o Protocolo Methano e metodologias de inventário de gases de efeito estufa — a projeção de impacto agregado para as 30 novas unidades de São Paulo é:
Impacto educacional e social
Indicador | Por escola (36 meses) | 30 escolas (projeção) |
Estudantes beneficiados | 300+ | 9.000+ |
Mudas nativas cultivadas | 180 | 5.400 |
Famílias engajadas em atividades | expressivas | escala metropolitana |
Impacto ambiental
Indicador | Por escola (36 meses) | 30 escolas (projeção) |
CO₂e evitadas | 21,6 toneladas | 648 toneladas |
Resíduos como ferramenta educativa | 10,8 toneladas | 324 toneladas |
Botijões GLP equivalentes | 90 | 2.700 |
Litros de fertilizante natural gerado | 21.600 | 648.000 litros |
Por que esses números importam para além da escola
Para o município de São Paulo, esses indicadores representam avanço mensurável nas metas de educação ambiental, gestão de resíduos e redução de emissões — alinhados com os compromissos climáticos municipais e com a agenda global dos ODS.
Para empresas patrocinadoras com operações em São Paulo, representam KPIs auditáveis e territorialmente rastreáveis: impacto que acontece onde a empresa opera, que pode ser integrado a relatórios GRI (203-1, 305-5, 306), a respostas CDP e a comunicações de sustentabilidade para stakeholders.
Para o MASHAV e para a Secretaria de Relações Internacionais de São Paulo e Secretaria de Educação, representam a prova concreta de que cooperação internacional gera resultado local — mensurável, documentado e replicável.
Os ODS contemplados pelo programa
O Programa de Educação Socioambiental Continuada endereça diretamente sete dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o que facilita a narrativa de impacto tanto para o poder público quanto para patrocinadores corporativos:
ODS 4 — Educação de Qualidade: laboratório vivo de aprendizagem com educação ambiental prática integrada ao currículo escolar de 30 unidades municipais.
ODS 6 — Água e Saneamento: ensino prático sobre uso responsável de recursos hídricos, fertirrigação e gestão de efluentes orgânicos.
ODS 7 — Energia Limpa e Acessível: demonstração pedagógica e operacional de geração de energia limpa a partir de resíduos orgânicos, dentro da escola.
ODS 11 — Cidades Sustentáveis: viveiros pedagógicos e ações de plantio que integram escola, bairro e comunidade em uma metrópole de 12 milhões de habitantes.
ODS 12 — Consumo Responsável: educação prática sobre economia circular, com resíduos da merenda como recurso pedagógico e produtivo.
ODS 13 — Ação Climática: formação de consciência climática e redução concreta de emissões por meio da gestão sustentável de resíduos orgânicos.
ODS 17 — Parcerias para os Objetivos: o próprio modelo desta iniciativa — parceria público-privada com cooperação internacional — é a materialização do ODS 17 na educação básica.
Alinhamento regulatório: marcos legais que sustentam a iniciativa
A parceria entre BioMovement e MASHAV nas escolas de São Paulo opera dentro de um quadro normativo robusto, que garante segurança jurídica para todos os envolvidos:
PNEA — Lei 9.795/1999: A Política Nacional de Educação Ambiental determina a educação ambiental como componente essencial e permanente da educação nacional. O programa não é iniciativa voluntária — é cumprimento de política pública estabelecida há mais de 25 anos.
PNRS — Lei 12.305/2010: A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a hierarquia de resíduos e o princípio da responsabilidade compartilhada. O programa transforma essa política em experiência pedagógica concreta.
Marco Legal do Biogás — Decreto 11.003/2022: Regulamenta a produção e uso de biogás como fonte de energia limpa, legitimando a componente energética do programa.
Acordos de Cooperação Internacional: A parceria com o MASHAV opera dentro do marco jurídico dos acordos de cooperação técnica entre Brasil e Israel, com amparo no direito internacional e nas políticas de relações exteriores do município de São Paulo.
O modelo OPEX: por que funciona para escolas públicas e para patrocinadores
Um dos aspectos que mais surpreende gestores públicos e financeiros ao conhecerem o programa é a sua estrutura contratual — um modelo que elimina os principais obstáculos que normalmente travam iniciativas de educação ambiental no setor público.
Sem CAPEX, sem aquisição de ativos, sem obras
O programa é contratado em formato OPEX — despesa operacional — o que significa que a escola ou o ente público não adquire equipamentos, não realiza obras civis e não registra nenhum ativo imobilizado. A infraestrutura pedagógica instalada é um instrumento do serviço educacional, operado e mantido pela BioMovement durante todo o contrato.
Isso tem implicações jurídicas e contábeis relevantes:
Não exige licitação para aquisição de ativo
Não gera depreciação contábil para o ente público
É enquadrável como contratação de serviço educacional, com amparo claro na LDB e na PNEA
Pode ser viabilizado por patrocínio privado sem contrapartida financeira direta do ente público
O legado permanente ao final dos 36 meses
Ao término do contrato, a infraestrutura pedagógica pode ser doada à escola mediante termo específico — garantindo que o programa continue gerando resultados educacionais e ambientais sem custo adicional para a instituição. O legado não é apenas pedagógico: é físico, instalado, funcional.
Como empresas de São Paulo podem participar como patrocinadoras
A presença do programa em 30 escolas da capital paulista abre uma oportunidade concreta para empresas com operações ou sede em São Paulo que buscam impacto ESG territorial e auditável.
O modelo de patrocínio da BioMovement oferece:
Métricas ESG auditáveis e aderentes a frameworks internacionais: dados de CO₂e evitadas, resíduos processados, estudantes impactados e mudas plantadas — documentados em relatórios quadrimestrais e compatíveis com GRI, CDP e ISE B3.
Visibilidade territorial: associação a um programa que opera em escolas públicas da cidade onde a empresa atua, com destaque em materiais de comunicação, relatórios e registros do programa.
Engajamento de colaboradores: ações voluntárias de plantio e visitação educacional que conectam os funcionários da empresa com o impacto gerado.
Narrativa de impacto para stakeholders: storytelling com dados, depoimentos, fotografias e evidências — pronto para integrar relatórios anuais, apresentações para investidores e candidaturas a índices de sustentabilidade.
Alinhamento com a cooperação internacional: associação a uma iniciativa que conta com o respaldo do MASHAV — um dos programas de cooperação internacional mais respeitados do mundo — e com o apoio institucional da Secretaria de Relações Internacionais de São Paulo e da Secretaria de Educação.
Perguntas frequentes
O que é o MASHAV e como ele se relaciona com educação ambiental no Brasil?
O MASHAV é o programa israelense de cooperação internacional para o desenvolvimento, criado em 1958. Atua há décadas no Brasil por meio de programas de formação e transferência de conhecimento. Sua parceria com a BioMovement representa a primeira iniciativa de educação socioambiental continuada em escolas públicas brasileiras com respaldo direto do programa israelense.
Por que São Paulo foi escolhida para essa expansão?
São Paulo é a maior cidade do Brasil e uma das maiores metrópoles do mundo, com uma das maiores redes de ensino público do país. A presença de uma estrutura municipal comprometida com relações internacionais e sustentabilidade — representada pela Secretaria de Relações Internacionais — viabilizou o alinhamento institucional necessário para uma operação dessa escala.
Como o programa se sustenta financeiramente em escolas públicas?
O modelo admite diferentes configurações: contratação direta pela mantenedora (prefeitura ou rede pública), viabilização via patrocínio corporativo, ou arranjos mistos com participação de organizações do terceiro setor. O formato OPEX elimina a necessidade de CAPEX público, facilitando o enquadramento legal e financeiro.
Os dados gerados pelo programa podem ser usados em relatórios ESG corporativos?
Sim. Os indicadores documentados pelo programa — emissões evitadas, resíduos processados, estudantes impactados, mudas plantadas — são aderentes aos frameworks GRI (203-1, 305-5, 306), CDP e ISE B3, e podem ser integrados diretamente a relatórios de sustentabilidade corporativa.
O programa é exclusivo para São Paulo?
Não. O Programa de Educação Socioambiental Continuada opera em múltiplos municípios e estados. São Paulo é a mais recente — e maior — expansão, mas o programa já atua em outras regiões do país. Prefeituras, redes de ensino e patrocinadores de outras cidades podem entrar em contato para avaliar a implantação no seu território.
Qual é o papel das Secretarias de Relações Internacionais de São Paulo e da Educação nessa parceria?
As Secretarias atuam como facilitadoras e apoiadoras institucionais da iniciativa, reconhecendo a cooperação com o MASHAV como parte da agenda de relações internacionais do município e da pauta de sustentabilidade urbana de São Paulo.
Conclusão: quando cooperação internacional se transforma em educação local
Há algo de profundamente simbólico em uma parceria que começa em Brasília e em Jerusalém e termina no pátio de uma escola pública no bairro de Ermelino Matarazzo ou em uma sala de aula em Sapopemba.
O MASHAV aprendeu, em décadas de trabalho em mais de 160 países, que o desenvolvimento genuíno acontece quando o conhecimento encontra quem sabe o que fazer com ele. A BioMovement aprendeu, escola a escola, que educação ambiental transformadora acontece quando o estudante tem na frente algo real — não uma apresentação de slides, mas um viveiro, um biodigestor, uma muda que ele mesmo plantou.
A parceria entre os dois programas, viabilizada pelo apoio do município de São Paulo e da Secretaria de Relações Internacionais e da Secretaria de Educação, é a prova de que é possível construir pontes entre cooperação internacional e impacto local — e que essas pontes podem ser construídas dentro de uma escola pública.
Isso está acontecendo agora. Em 30 escolas. Na maior cidade do Brasil.
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